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Perguntas a mim mesma :)

* Para passar um pouco do tempo desta tarde no sofá decidi responder a umas perguntas!

1. Cidade ou Campo?
Prefiro cidade, sou uma menina da cidade com origens no campo. Gosto do campo mas por um curto período de tempo.
2. Cor preferida? 
Azul.
3. Bebida? Comida? 
Nesta é mais fácil dizer o que não gosto.
4. País? Continente?
Cabo verde, porque sim. Em continentes não tenho preferência, adorava visitar todos.
5. Praia ou Piscina? 
Praia, adoro tudo que tenha haver com praia, e detesto tudo que tenha haver com piscinas publicas no verão. Sou um bocadinho alérgica a relva.
6. Desporto?
Ténis, não dou uma para a caixa, mas adoro.
7. Musica...
Em termos de música não sou esquisita no estilo, sou bastante versátil, no entanto necessito que o vocalista tenha uma boa voz.
8. Uma boa conversa...
Comigo acontece quando sinto que posso dizer o que quiser que não vou ser julgada.
9. Se ganhasse 300.000€
Doava  um quarto do dinheiro a uma instituição. Usa outra parte para comprar uma casa, com muito terr…

Reforma Satisfatória.

Não me imagino com 70 anos, devo ser um pouco mais pequena do que sou agora (dizem que as pessoas mingam), com uns cabelos brancos, a usar todos os dias creme anti rogas. Devo viver num sitio provavelmente diferente numa ilha. De um dia para o outro decidi voltar a esta pequena vila, e rever as minhas origens. Entrei no apartamento que herdei. Um pouco velho, mas com tudo no sitio. O chão um pouco levantado e o pó por todo lado. As telas que pintem em jovem ainda estão no sitio, cheias de cores e criatividade. Andei um pouco mais e encontrei a minha cama.  A cama que sonhava todas as noites em crescer, em atingir um futuro. A cama em que lia todos aqueles livros e escrevia aqueles diários de verão. Procurei, mas não encontrei, onde será que estavam aquelas folhas soltas que escrevia a desabafar? Ninguém sabia, só eu, onde estavam escondidas. Encontrei-as no meio das cassetes do tempo dos réis. E a caixa onde guardava todas as cartas e coisas especiais que fui recebendo? Também lá est…

Problema.

« Quer dizer, estava e não estava numa porção de coisas. Era como se estivesse a meio de caminha a tudo... ou como um pé num lado e o outro noutro. »Tenho a necessidade de perceber o que sinto. Nas ultimas horas andava perdida nos meus pensamentos a tentar perceber o que mudou em mim, a forma como me comporto e a minha opinião. Sem conversar com ninguém quis encontrar a resposta. E o sinal é que encontrei. Num livro que li hoje, a rapariga dizia aquelas palavras. Ao ler, imediatamente identifiquei-me e percebi que aquele também era o meu problema. Na minha vida estou e não estou nas coisas. Não me dou a 100 % a nada e acho que é por isso que não tiro grandes resultados das ações. Faço, começo, crio, mas rapidamente me canso. A fazer isto na minha vida, acabei por me habituar a não ter nada por inteiro. A ser insegura e a concretizar os meus objetivos por um curto período de tempo sem avançar mais. Não sei como vou fazer para tentar contrariar esta minha característica. O certo é que…

O amor...

Hoje estive com a minha mãe e com a minha avó materna a ver fotografias. Houve uma fotografia que a todas nos chamou atenção.
Era uma fotografia pequena, daquelas tipo passe a preto e branco com um belo homem.
Perguntei quem era, e a minha avó respondeu que era o meu avô quando andava na tropa. Por trás da fotografia tinha a sua letra, com uma mensagem para a minha avó.
A minha avó contou que já namoravam antes de ele ir para a tropa e comunicavam por cartas. Vi os olhos dela a brilhar de emoção quase a largar uma lágrima. Tratei de brincar um pouco com a situação dizendo que ela tinha um grande gosto. Ela sorriu, disse que antigamente tinha de ter muito cuidado porque haviam muitas mulheres interessadas nele. Disse ainda que, aquela fotografia era uma recordação que guardava para ela e não a dava a ninguém. E a conversa foi desenrolando...
Não cheguei a conhecer o meu avô, faleceu 1 ano antes de ter nascido. Fiquei a pensar nas palavras da minha avó o resto da tarde, aquele brilho q…

Aguento-me.

Tem sido raro o dia em que não pense que o destino está a gozar comigo. Acordo e já tenho a certeza que algo no decorrer das horas me vai incomodar. Felizmente comecei a adaptar-me as situações. Tento não dar parte fraca, apesar de achar que por vezes faço figura de estúpida.
Lidar com o que a vida me oferece nem sempre é simples, por isso tentar não ser dramática é complicado, mas é possível.
Eu tenho um troque. Passo a citar, Falo comigo mesma e digo: vais reagir da seguinte forma..., respira, mas não fundo pareces parva, continua a conversa com quem estas a falar, sorri e não te desconcentres, depois daqui a 10 segundos ris e pensas na parvoíce que te aconteceu. Simples não é?
Ando aprender a ter controlo sobre mim mesma. É importante.
Acreditem ou não, tem dado resultado. Tenho gostado mais das minhas atitudes a partir  do momento que descobri em mim como aguentar.

Marcas. Cicatrizes.

Há certas coisas que guardo para mim. Assuntos demasiado fortes ao meu ver que afetam na personalidade que tenho. Assustos esses, que acho que as pessoas têm dificuldade em entender. Ou então sou eu que tenho medo que das respostas que me possam dar.
Hoje decidi escrever sobre algo que me incomoda a serio.  Em criança, passei por momentos maus por causa das marcas tenho. Não me lembro especificamente de uma situação, no entanto com o passar dos anos fui ganhando medo de me mostrar e passei a não gostar do que vejo.  Cresci num meio em que toda a gente que conhecia era saudável, e eu era diferente. Tinha uma, duas cicatrizes. Cicatrizes essas que eu não gostava de ver. Revoltava-me ver gente  reclamar com uma pequena mancha que tivesse na pele e eu ficava calada por aquela linha mais clara.  Dizia a minha mãe que só gostava de conhecer pessoas da minha idade que tivessem passado o mesmo que passei e tivessem essas tais marcas e assim me compreendessem.  Fui crescendo a ouvir de ano a a…

Sai.

Um dia escrevo, escrevo sem parar
Tudo que me agonia.
Tudo que me pesa no coração
Tudo que me quero libertar.
Não sei se o faria,
talvez só queira amar.

Acordo de manhã a pensar
o que vou fazer hoje para melhorar
Quero acreditar
No entanto, não consigo falar.

Sinto uma dor aqui perto
pelo desprezo e humilhação
nada é certo
estou farta dessa invasão.

Entras sem palavras
gostas de me machucar
observas
e vais para outro lugar.

Tenho outros assuntos para falar
mas este quase prosa vai ficar.