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Saudade

Podia alargar-me sem fim com esta palavra. Dou por mim no meio da multidão, a olhar para o horizonte a, pensar no que foi. No que já era.
Sentir falta de algo que deixou de estar presente na minha visão. Seria bom estar para sempre com toda a gente que me vez feliz. As pessoas e as coisas vão e tu e eu ficamos cá, a pensar em como seria se não tivessem ido.
Não se cria um vazio em mim. Uso apenas longos minutos a recordar, e tentar lembrar-me da voz, do sorriso. A saudade ajuda a perceber o quanto a pessoa, a coisa, o animal, foi importante para mim. Na altura, só me apercebi que gostava, não me apercebi a influência que teve em mim. Não me apercebi no que contribuiu para mim. Reparei no sorriso e guardo-o para sempre. Não me lembro das palavras que me disse, mas sei que foi para o céu com o intuito que era importante para mim. Os olhos fecharam, mas eu lembro-me da cor deles. Não me vou esquecer.

Sexta à noite #2 - Percurso

A minha vida está organizada, o meu cérebro não. Depois de muita coisa para fazer esta semana arranjei um "tempinho" para parar e colocar as ideias no sitio.
À três anos para cá,não houve uma semana em que a palavra "universidade" não saiu da minha boca.
O meu objetivo racional é entrar numa. Quando optei por ciências e tecnologias, escolhi porque me dava bem com matemática e ciências e queria entrar numa universidade. Queria ser médica.
Não gostava de línguas e achava que os cursos profissionais era para burros. Mudei totalmente de opinião em relação aos cursos profissionais. Alias, enquanto eu nos próximos meses vou estudar para exames, ouvi um rapaz na biblioteca a dizer que ia fazer estágio para um Zoo. Que é só a melhor coisa do mundo. Atualmente acho que os cursos profissionais é para quem tem certezas do que quer fazer na vida. Quem não tem aumenta mais uns anos de estudo.
Depois dos primeiros testes de 10 ano percebi que não ia ser médica. Estava fora de q…

Alcance

O planeta gira, é a nossa base e não se esquece de nos alimentar. Não ignora quem o procura. É seguro e verdadeiro. Bates a porta e ele deixa-te entrar. Nas horas mais sombrias com ele podes sempre contar.
Está ao seu alcance ser assim.
Nós temos problemas com o alcance. Crescemos a sonhar alcançar honra e virtude e nem percebemos que isso está tão perto como abrir a porta e ouvir.
Não me refiro a ouvir pessoas que não saibam conversar, que têm falta de tranquilidade no olhar (só se preocupam com a intriga, inveja e coscuvilhice), mas sim aquelas que realmente têm alguma coisa para dizer. Vais contribuir para um sorriso do olhar dessas pessoas.
Está tão ao teu alcance fazeres o bem, deixares entrar e ouvir.
A pessoa quer falar contigo, ela mostra que gosta de ti, deixa entrar, mesmo que seja tantas vezes que já não a possas ver, deixa, ela quer um pouco da tua atenção.
A pessoa que o seu trabalho ou a sua missão é andar de casa em casa a promover o seu produto ou a sua fé, deixa fala…

The Throwback Tag

Olá, hoje trago uma Tag que já estava a pensar fazer à muito tempo. Como de costume tem que se desafiar alguém a fazer também, e eu vou desafiar a Juliana Rodrigues, deixo aqui o blogue dela:
uma-vida-por-palavras.blogspot.pt
São 15 perguntas sobre a minha infância, espero que se divirtam e se identifiquem um pouco comigo. Encontrei as perguntas em inglês e brasileiro, tentei "traduzir" para português.

As perguntas:

1. Em que ano nasceste?
R: Nasci em 1996.

2.Uma fotografia tua.


3. Quais eram os teus desenhos animados preferidos?
Toda a minha infância vi televisão, a minha casa era conhecida por ter televisão em todas as divisões, menos nas casas de banho. Era muito bom para passar o tempo.
Lembro-me que adorava ver Pokemon, as fadas Winks, Bratz e Tom e Jerry.
Ficava maravilhada com os desenhos animados do Disney Channel, que via ao sábado de manhã. Não tinha o canal, via na Sic.
Lembro-me de ver os desenhos animados do canal Cartoon Network, mas não me recordo de nenhum nome.

Falar, não falar?

A vida social é complica, ser popular nunca foi uma das minhas opções definitivamente. Nas ultimas semanas, ando a deparar-me com situações em que não sei como me comportar. E quando isso acontece eu penso antes de agir e sai asneira porque não sou eu ao natural.
As pessoas que me conhecem, que são minhas amigas, que me tratam bem, dizem que eu tenho um ar engraçado e falo muito sem pensar, tenho a minha graça sem magoar ninguém (sim, quando eu penso antes de falar, sim eu posso-te magoar com uma simples "provação").
As pessoas que não me conhecem, que não lhes mostro o que sou, são capazes de me achar um pouco sem graça, de poucas palavras e senhora do meu nariz. A verdade é que consigo ser isto, porque penso antes de agir, meço as palavras ao milímetro e protejo-me ao máximo com poucos sorrisos.
Depois há as pessoas que entram na minha vida e me conquistam sem eu perceber, acabaram por conhecer a faceta não pensar, começam a achar-me graça e eu devolvo o mesmo carinho, ma…

Sexta à noite #1

Desde pequena fui habituada a passar algum tempo sozinha, tempo esse que me ajuda a por as ideias no lugar e a reflectir sobre o acontece na minha vida.
Como por vezes estou sozinha à sexta à noite, passo este inicio de fim de semana sozinha, por isso, decidi criar uma nova "rubrica" no blogue, Sexta à noite. (que original Catarina)
Pensamentos, segredos, maluquices, dúvidas, o decorrer da minha semana, o que me lembrar.



Ouvi algures que uma mulher só fica realizada na vida quando plantar uma árvore, escrever um livro e tiver um filho. Acho surpreendente, porque há muitas mais situações em que uma mulher se pode tornar realizada. E o homem? Também terá três tarefas definidas para ser realizado? Desconheço, mas talvez sim.
Todavia, hoje queria focar-me no tema "escrever um livro".
Material: Imaginação, Cultura, Tempo, Caneta, Papel, Vontade, Criatividade ...
Procedimento? Não sei. Ando a pensar nisto a tanto tempo. Na escola somos treinados para escrever textos ar…

Sim ou não?

Tenho dado por mim a pensar nas exigências que faço as pessoas sem elas se aperceberem.
Dizem que sou demasiado amável, sei dizer sim. Muitas vezes sim. Quando considero as pessoas importantes para mim, especiais, minhas amigas, eu vou dizer que sim ao
que elas pedem, eu vou por a vontade delas à frente da minha.
Mal sabem elas que quando sou eu a pedir alguma coisa e as pessoas me dizem não, eu vou levar aquele não a peito, porque vou-me lembrar que se fosse ao contrário, eu diria que sim.
Apesar de compreender, faz-me imensa confusão as pessoas que põem as vontades delas a frente de tudo e de todos. Demasiado inocente, demasiado menina sensível? Sim sou.
Criam-se aqui três problemas. Primeiro, as pessoas sabem que têm de mim o que querem, podem usar-me. O que me leva ao segundo, a minha vez de perguntar sim ou não, se a pessoa responder algumas vezes com um não, eu vou caracterizar a pessoa com fenótipo menos bom aos meus olhos, que me dirige ao terceiro problema, na próxima vez eu…