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Somos um sim.

Somos caixinhas de surpresas. Sofremos baixinho, cantamos no quarto. Sonhamos mesmo antes de adormecer. Sorrimos sem querer. Não controlamos o que acontece e não nos encontramos sozinhos. Somos medroso. Achamos que o outro é que deve ter a coragem. Somos tantos e tantos sem certezas. Precisamos apenas de uma musica para pensar. Sabemos que o silêncio das palavras machuca. Somos frágeis e guiámo-nos pelo que achamos certo. Queremos a perfeição, mesmo sabendo que ela não se conquista nem existe. Mesmo assim continuamos a lamentar os nossos defeitos e dos outros. E gostar uns dos outros permanece.

Duvidas por medos.

E de um momento para o outro tudo se complica. Cresci com o intuito de tirar boas notas para ter um bom emprego que não exigisse grande esforço físico da minha parte, como trabalhar numa fabrica ou ser empregada de limpeza. Mas o trabalho não me mete medo.
Podia ter o futuro feito se fosse para trás de uma secretária arquivar papeis, mas acho que posso fazer mais que isso.
Se lês o que costumo escrever sabes que a área que me vejo é saúde. Mais precisamente reabilitação psicomotora, que é o curso mais próximo daquilo que sempre me imaginei.
Há alguma coisa aqui dentro que me diz que é o tal, mas diz também que vou ter que lutar contra muito preconceito.
Tenho sentido que com o problema de saúde que tenho não o vou puder fazer. Sempre pratiquei muito exercício físico, mas tenho alguma dificuldade em fazer certos movimentos, não por falta de força ou por aguentar  pouco tempo, mas por as minhas articulações não permitirem. Mas eu e as pessoas fazemos um bicho de sete cabeças. Se eu não…

Saudade

Podia alargar-me sem fim com esta palavra. Dou por mim no meio da multidão, a olhar para o horizonte a, pensar no que foi. No que já era.
Sentir falta de algo que deixou de estar presente na minha visão. Seria bom estar para sempre com toda a gente que me vez feliz. As pessoas e as coisas vão e tu e eu ficamos cá, a pensar em como seria se não tivessem ido.
Não se cria um vazio em mim. Uso apenas longos minutos a recordar, e tentar lembrar-me da voz, do sorriso. A saudade ajuda a perceber o quanto a pessoa, a coisa, o animal, foi importante para mim. Na altura, só me apercebi que gostava, não me apercebi a influência que teve em mim. Não me apercebi no que contribuiu para mim. Reparei no sorriso e guardo-o para sempre. Não me lembro das palavras que me disse, mas sei que foi para o céu com o intuito que era importante para mim. Os olhos fecharam, mas eu lembro-me da cor deles. Não me vou esquecer.

Sexta à noite #2 - Percurso

A minha vida está organizada, o meu cérebro não. Depois de muita coisa para fazer esta semana arranjei um "tempinho" para parar e colocar as ideias no sitio.
À três anos para cá,não houve uma semana em que a palavra "universidade" não saiu da minha boca.
O meu objetivo racional é entrar numa. Quando optei por ciências e tecnologias, escolhi porque me dava bem com matemática e ciências e queria entrar numa universidade. Queria ser médica.
Não gostava de línguas e achava que os cursos profissionais era para burros. Mudei totalmente de opinião em relação aos cursos profissionais. Alias, enquanto eu nos próximos meses vou estudar para exames, ouvi um rapaz na biblioteca a dizer que ia fazer estágio para um Zoo. Que é só a melhor coisa do mundo. Atualmente acho que os cursos profissionais é para quem tem certezas do que quer fazer na vida. Quem não tem aumenta mais uns anos de estudo.
Depois dos primeiros testes de 10 ano percebi que não ia ser médica. Estava fora de q…

Alcance

O planeta gira, é a nossa base e não se esquece de nos alimentar. Não ignora quem o procura. É seguro e verdadeiro. Bates a porta e ele deixa-te entrar. Nas horas mais sombrias com ele podes sempre contar.
Está ao seu alcance ser assim.
Nós temos problemas com o alcance. Crescemos a sonhar alcançar honra e virtude e nem percebemos que isso está tão perto como abrir a porta e ouvir.
Não me refiro a ouvir pessoas que não saibam conversar, que têm falta de tranquilidade no olhar (só se preocupam com a intriga, inveja e coscuvilhice), mas sim aquelas que realmente têm alguma coisa para dizer. Vais contribuir para um sorriso do olhar dessas pessoas.
Está tão ao teu alcance fazeres o bem, deixares entrar e ouvir.
A pessoa quer falar contigo, ela mostra que gosta de ti, deixa entrar, mesmo que seja tantas vezes que já não a possas ver, deixa, ela quer um pouco da tua atenção.
A pessoa que o seu trabalho ou a sua missão é andar de casa em casa a promover o seu produto ou a sua fé, deixa fala…

The Throwback Tag

Olá, hoje trago uma Tag que já estava a pensar fazer à muito tempo. Como de costume tem que se desafiar alguém a fazer também, e eu vou desafiar a Juliana Rodrigues, deixo aqui o blogue dela:
uma-vida-por-palavras.blogspot.pt
São 15 perguntas sobre a minha infância, espero que se divirtam e se identifiquem um pouco comigo. Encontrei as perguntas em inglês e brasileiro, tentei "traduzir" para português.

As perguntas:

1. Em que ano nasceste?
R: Nasci em 1996.

2.Uma fotografia tua.


3. Quais eram os teus desenhos animados preferidos?
Toda a minha infância vi televisão, a minha casa era conhecida por ter televisão em todas as divisões, menos nas casas de banho. Era muito bom para passar o tempo.
Lembro-me que adorava ver Pokemon, as fadas Winks, Bratz e Tom e Jerry.
Ficava maravilhada com os desenhos animados do Disney Channel, que via ao sábado de manhã. Não tinha o canal, via na Sic.
Lembro-me de ver os desenhos animados do canal Cartoon Network, mas não me recordo de nenhum nome.

Falar, não falar?

A vida social é complica, ser popular nunca foi uma das minhas opções definitivamente. Nas ultimas semanas, ando a deparar-me com situações em que não sei como me comportar. E quando isso acontece eu penso antes de agir e sai asneira porque não sou eu ao natural.
As pessoas que me conhecem, que são minhas amigas, que me tratam bem, dizem que eu tenho um ar engraçado e falo muito sem pensar, tenho a minha graça sem magoar ninguém (sim, quando eu penso antes de falar, sim eu posso-te magoar com uma simples "provação").
As pessoas que não me conhecem, que não lhes mostro o que sou, são capazes de me achar um pouco sem graça, de poucas palavras e senhora do meu nariz. A verdade é que consigo ser isto, porque penso antes de agir, meço as palavras ao milímetro e protejo-me ao máximo com poucos sorrisos.
Depois há as pessoas que entram na minha vida e me conquistam sem eu perceber, acabaram por conhecer a faceta não pensar, começam a achar-me graça e eu devolvo o mesmo carinho, ma…