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Pisar o risco!

Não preciso de fazer pegadas. Não sei se foram os meus pais que me educaram assim, se foram as circunstâncias da vida ou se nasci assim, mas não nasci para passar os meus princípios. Tenho demasiada consciência para isso. Sei ver quando tenho que parar.
Não, não sou a menina que não sai da trás das saias da mãe (até porque a minha mãe nem usa saias). Adoro experimentar novas coisas e situações, desde que tenha a certeza que não tenho risco de me prejudicar. Ou seja,  nunca tive ninguém que me dissesse: Não o faças. Aprendi através da observação a distinguir o posso ou devo ou não fazer.
Quando andava no básico, 8º ano por aí, entraram uns 11 onze repetentes na minha turma, lembro-me que não conseguia decorar a composição de Francês, ensinaram-me a fazer cabulas. Usava uma camisola comprida para conseguir esconder. Tremia dos pés a cabeça, mas cheguei a fazer e usei, porque tinha a certeza que não precisava da disciplina na minha vida. Curiosamente no secundário, como tinha a calculad…

O meu secundário #1 - Inicio

Era tudo novo e assustador. Os corredores eram gigantes e todos iguais. Havia janelas redundas nas portas das salas. Os quadros eram brancos. Demorei duas semanas a orientar-me. Demorei 1 mês a reconhecer todas as caras da minha turma.
Lembro-me do primeiro dia como se fosse ontem. Mandaram-nos para o ginásio para ouvir a apresentação do diretor. Fiquei à beira dos meus amigos do básico que ficaram juntos na mesma turma e eu fiquei sozinha, na turma A. Depois de um longo discurso o diretor pediu para as pessoas da turma A se dirigirem com a diretora de turma para uma sala. Do lado que eu estava ninguém se levantou. Levantaram-se  uns 27 do outro lado. Ok pensei. A diretora, era professora de Biologia, olhos azuis, cabelo loiro, muito bonita e muito simpática. Sentei-me a trás de todo com duas raparigas que tinham andado na mesma escola que eu mas não as conhecia. Entraram dois alunos que tinham acabado o 12 ano e foram bastante acolhedores. Português, Matemática, Espanhol, Biologia e…

Quociente de Criatividade

A resposta é demasiado simples para o meu quociente de criatividade activar. Basta o assunto estar presente no meu pensamento por um longo período de horas seguidas. Sentir é a chave da minha criatividade, é a chave de todos os textos que escrevi nestes últimos anos.
Faço isto para passar o tempo, para ter um protejo sem fim.
Comecei com um desabafo da minha vida amorosa e abri um espaço sem limites. Uma espécie de universo local onde me consigo encontrar.
Ando com um monte de ideias para continuar. Uma delas é tornar-me regular. No entanto, para usar as palavras preciso de as sentir realmente, e isso não acontece regularmente. Sou um bocado escassa em sentimentos, sou do tipo de pessoa do tudo ou nada no que toca a sentir.
Dado às circunstancias, vim aqui prometer, escrever de 3 em 3 dias, no máximo com 1 dia de atraso nos próximos meses. Ontem à noite fiz uma lista de 72 temas que ainda não toquei e quero abordar. Não sei se serei capaz mas gosto de me desafiar.
Tirei agora à sorte…

Lição para crescer.

Só sou um bocadinho lenta a entender as coisas. Eu preciso de dar com a cabeça no chão, porque na parede não serve para eu chegar lá.
Tenho 17 anos de vida e penso eu que sou quase adulta e nem me apercebo de quantas atitudes imaturas tenho.
Nestes últimos dias tenho andado sensível. Coisas de hormonas, ninguém me podia chatear que desatava a resmungar ou enchia-me lágrimas aos olhos. E eu com a minha razão, achava que as pessoas tinham que ter paciência comigo.
Uma pessoa muito importante para mim chateou-se comigo a sério. Acho que nunca ninguém me tratou tão mal na vida. Disse-me tudo que achava de mim, não com as melhores palavras mas com razão.
Fiquei furiosa e ao mesmo tempo muito magoada. Mas precisava de uma coisa assim para acordar. Precisava disto para perceber que não posso pensar só em mim e nas minhas necessidades. Existem pessoas que trabalham para elas e para mim ao mesmo tempo. E eu só penso em futilidades.
Nesta casa, como estudo, passo muito tempo sozinha, e tenho a…

Sexta à noite #3 - Tag Uma só palavra

Oii, como estão desde a ultima vez que vieram cá? Bem espero. Se chegaste pela primeira vez, diz-me "Olá" :) Bem, hoje trago uma pequena Tag, consiste em responder com uma palavra.Não sei se tenho jeito para isto. Vou responder rápido para lerem ainda mais rápido. Traduzi para português de Portugal.
1. Onde está o teu telemóvel? Aqui. 2. Teu parceiro? Cartas 3. Teu cabelo? Irritante. 4. Tua mãe? Desabafar. 5. Teu pai? Brincar. 6. Teu objeto preferido? Chaves!? 7. O teu sonho da noite passada? Avó. 8. A tua bebida predileta? Sumo 9. Carro dos teus sonhos? Mini 10. Quarto onde estas? Desarrumado 11. Teu ex? Crescimento.  12. Medo? Solidão. 13. O que é que desejas ser em 10 anos? Independente.  14. Com quem passaste a noite passada? Almofada.  15. O que não és? Ciumenta.  16. Ultima coisa que fizeste? Tenis.  17. O que é que estas a usar? Teclado.  18. Livro predileto? Prateleira. 19. Ultima coisa que comeste? Granizado!? 20. Tua vida? Descoberta. 21. Teu humor? Amigos.  22. Teus amigos? Companheir…

A viagem.

Eu podia por-me para aqui a debitar palavras sem as sentir. Mas gosto mais de as usar quando me dizem alguma coisa. Há uma frase de uma música que me ficou na memoria desde a primeira vez que a ouvi.

"E eu vejo vidas a passar por mim e todas elas são uma história sem fim."
Gosto de observar as pessoas e pensar "Uau, é especial". Aquela pessoa que passou por mim e eu nem me apercebi da sua existência tem uma historia. Sonha, sofre e acredita tal como eu. Não olhei para os olhos dela, mas senti uma espécie de vibração positiva que dá vontade de abraçar. Quando a musica está nos meus ouvidos eu sinto muito isto. Sinto que o mundo é magico. Que porra, temos um propósito. 
"E há uma estrada enorme a percorrer, Há montes e vales que só mais tarde irei perceber"
As vezes dou por mim a pensar mas quem serei daqui a 10 anos. Terei o propósito? A luz que me torna diferente mesmo passando despercebida. Aquelas historias que passaram por mim e eu nem reparei, vou con…

25 de Abril - Trabalho de casa de Português 12º ano

Hoje trago um pequeno texto pedido pelo meu professor de português aos alunos. Não o considero nada de especial, mas decidi partilhar com quem lê um pouco do que escrevo. O texto consiste em associar o 25 de Abril a esta quadro, espero que gostem. Ele mostrou-nos vários quadros alusivos a este dia, e pediu para comentar este. Ficamos todos de boca aberta, mas depois chegamos a algumas conclusões.
“Não vejo relação” é o primeiro comentário. Ligamos o 25 de Abril à liberdade de expressão e ao direito ao voto. Não associamos em nada a uma mulher seminua com olhar de prazer. Ao observar a tela vou focar-me em três aspectos, que para mim são fundamentais: O saco escondido por detrás da fotografia, posição do corpo e o rosto. Antes do dia de liberdade todos os atos não legais realizavam-se escondidos, colocados num saco bem fechado. Pode-se utilizar esta metáfora para a imagem da mulher na sociedade. A mulher servia para fazer a lida da casa e educar os filhos. Esta era imagem que poderia …