Pular para o conteúdo principal

Postagens

Passado do Presente

Sempre que escrevo aqui, leio o texto mil vezes depois do publicar, encontro os erros e reflito sobre a minha opinião. Ontem escrevi sobre o meu passado no Natal, sobre a magoa que já senti e que coloquei na minha cabeça que será sempre assim. Dei a entender que vou estar sempre de pé atrás e que estes dias não serão mais que dias tristes para mim. Todos os anos me lamento do mesmo, é o que tenho feito. É como se num determinado dia me doesse a barriga e todos os anos me lembrasse nesse dia, acabando por tomar um comprimido para não sofrer. Com o crescimento pessoal percebi que não tenho guardar magoa das pessoas quanto mais de épocas do destino. Momentos de crescimento é o que posso dizer. Dei por mim a pensar que hoje, deixando o ontem para trás, até gosto disto. As crianças radiantes com a esperança da chegada do Pai Natal. Os mais velhos a preparar a preparar a ceia. A demonstração dos dotes culinários das pessoas. Agradecimento por mais um ano. O calor do carinho nos diálogos, &…

Papel Dourado

Natal, papel dourado do ano, a ideia de terminar em bom. Luzes, efeitos, muita alegria e amor. É o que desejamos sem sentir, a tradição, o hábito do final do ano. Não sei onde me encaixo. Não sei se gosto, se não gosto, pouco sinto é o que posso dizer. A partir dos acontecimentos vividos Dezembro é o mês que tenho medo da morte, o tempo em que alguns dos meus familiares mais próximos partiram. É a época que me marca a saudade de os ver e partilhar sorrisos. Desde a morte do meu avô criei a ideia em mim que o Natal não fazia sentido. É só mais um jantar que esperamos pela noite juntos a volta da mesa. Bacalhau, batatas cozidas, calor da lareira e minutos a passar. A falta de união por desentendimentos adultos levaram-me acreditar que só nos "juntamos" pela tradição, o carinho, o verdadeiro sentido não aparece. Nos momentos de conversa com os amigos, pouco opino, não quero estragar o momento de alegria nas palavras deles. Contudo, mesmo com este sentimento do pouco sinto, ten…

Maquina de escrever silêncios.

Apaixonar-me pelas palavras, sentir o que elas dizem torna-se difícil numa vida atarefada. Escrever ao observar o outro torna-se inevitável, opinar sobre aquilo que não tem opinião. Ao deitar as ideias surgem, ao acordar deixam de fazer sentido, o que senti ontem, já não sinto hoje. A mente é pouco prestável a imaginação duradoura. Quero quero quero e não consigo concentrar o meu consciente ao ato. Vivi experiências este ano que está a terminar e quero dedicar o resto dele ó que mais me marcou e ajudou a perceber os meus princípios e valores. O meu pequeno espaço, o meu blogue. Concentrar o meu coração as palavras é o que quero atarefar à minha vida, é o que me vou dedicar. Até já.

Tag: 25 perguntas aleatórias

1. Não podes sair de casa sem?
Atualmente, chaves, telemóvel e guarda chuva.

2. Marca de maquilhagem favorita nacional e internacional?
Não tenho.


3. Qual é a tua flor favorita? Tulipa. 
4. Loja de roupa favorita?  Bershka, Pull and Bear, ...
5: Perfume favorito?

Cheiro do gele de banho serve.
6: Saltos ou sapatilhas?

Gosto de saltos confortáveis, mas ando muito mais de sapatilhas. 
7: Cor favorita?

Azul. 
8: Bebes bebidas energéticas?

Muito raramente bebo café. 
9: Qual teu hidratante favorito?
Nivea 


10: Pretendes te casar?
Sim, gostava de formar uma família. 


11: Irritaste facilmente? Só na maré de hormonas a interferir com o meu sistema. 
12: Róis unhas?

Não, agora como o curso nem as pintar posso. 
13: Já tiveste perto da morte?

Já fiz algumas cirurgias mas nunca tive em risco de morrer. 
14: Onde estavas à 3 horas a trás?

A tentar estudar EOSS. 
15: Estas apaixonada?

Nem pouco mais ou menos. 
16: Qual foi a ultima vez foste ao shopping?

Se o jumbo da minha nova terra contar, foi na quinta. 
17: Assististe algu…

Um mês na universidade.

A experiencia está a ser incrível. Oficialmente a cerca de 2, 3 semanas, consegui um quarto partilhado. Deixei de acordar as 5 e meia da manhã para acordar as 8h. A vida não é linda? Quando lá cheguei senti-me num mundo a parte. A casa vazia, nada era meu e eu só me tinha a mim. A ideia de partilhar quarto não me assustava. A única coisa que me assustava era ser arrumada todos os dias. Fazer a cama, não deixar as calças no chão para levanta-las no dia seguinte. Ter que fazer a lista de compras se quero comer. Tudo coisas que como menina da casa não pensava que tinha o dever. Por enquanto tem tudo funcionado. Descobri que tenho tempo para tudo e  limpezas dá para conciliar com estudos, diversão e descanso.
 A semana passa a correr, não dá para sentir muita saudade, falo com os meus pais 3, 4 vezes por dia. Adoro faze-lo e vou continuar. Para terem a noção de cozinheira não tenho nada e a primeira vez que fiz massa tinha a minha mãe a dar-me instruções de como a fazer pelo telemóvel. …

O barulho dos cegos.

A minha opinião racional diz que ser cego é a pior doença que se pode ter enquanto cá se habita. A ideia de não puder ver o mundo e as pessoas com quem interajo é assustador. Não saber se estão a sorrir para mim ou a fazer-me caretas ou simplesmente se me deixam a falar sozinha porque não estão a prestar atenção. Toda a ideia que tenho da cegueira é triste.  Entretanto tenho a plena noção que pessoas cegas, não são só cegas. A doença não é a pessoa, a doença é só uma mera característica que a pessoa usufrui  durante a vida terrena.  Hoje conheci um senhor mas ele não me conheceu a mim. No comboio enquanto eu estava aborrecida com a minha vida e a viagem que nunca mais acabava, estava um senhor em pé, acompanhado por uma senhora e um pau auxiliar de adaptação à vida.  Ao agarrar o barão para se segurar as primeiras palavras que ouço da boca dele foram: "Coitado estou a magoar uma pessoa." Chamou-me à atenção, olhei para os olhos dele que sorriam sem lhes ter conseguido ver a…

A minha primeira semana na Universidade.

A vida funciona da seguinte forma: Empurra-te e tu vais. Com algumas reflexões que tenho enquanto olho para o céu chuvoso, só consigo pensar que estou adorar. Vou organizar aqui as ideias por tópicos.


Estou na Universidade de Aveiro (mais concretamente na escola superior  de saúde da universidade de Aveiro ) a estudar Enfermagem.

Mudança de Horários: Achava que acordar sedo era 7h30. Para mim agora acordar as 7h30 é como muita gente dormir até ao meio dia. São 5h30 da manhã e o despertador toca para eu ir acordando que tenho de apanhar um comboio as 6.30h se quero estar na universidade as 9h. Quando digo isto as pessoas que vou conhecendo, elas ficam chocadas, eu própria se me disserem que eu faço isto, nem acredito. Tenho encontrado pessoas que vão também para as suas universidades a mesma hora que eu, que andavam comigo antigamente (até parece que foi a muito tempo, tipo 3 meses) no secundário. Depois de apanhar o primeiro comboio, apanho o segundo e nesse vou na minha hora de sono. …