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Tag: Nojenta - O que preferes?

Olá, hoje trago uma Tag que vi no youtube e achei graça as perguntas. Tenho vários temas pensados para as próximas publicações, mas para já vamos a isto.


1) Preferes comer uma sandes de pelo ou beber um copo de suor? Com experiência de vida, cabelo na boca não dá para engolir e visto que tinha que comer, acho que prefiro beber um copo de suor.
2) Preferes viajar no tempo e conhecer os teus antepassados ou ir ao futuro e conhecer os bisnetos? Não tenho certezas do futuro. Gostava muito de conhecer os meu antepassados.
3) Preferes só conseguir sussurrar ou só conseguir gritar? Sussurrar é chato. Gritar toda a gente achava que eu era maluca, mas ganhava dinheiro com isso como ir vender para a feira, ou pertencer a uma claque. Porque isso, falar a gritar, apesar de normalmente falar baixo. 
4) Preferes nascer de novo menina ou menino? Eu gosto de ser rapariga, mas ter nascido homem também era interessante. Escolho menino.
5) Preferes ter um dedo a menos ou um dedo a mais? A mais. Assim dava p…

História

Em 1940 já havia história. Aquele contrato feito à mão da propriedade do terreno  dos meus avós feito pelos pais ou avós do meu avó, hoje apareceu na minha mão, 75 anos depois. Talvez o que eu escreva hoje os meus netos possam ler um dia, tal como hoje também tive oportunidade de tocar na cédula militar do meu avó e ler um pouco da sua história. Habilitações literárias? Ler, escrever e contar. Tão simples, tão rico em simplicidade.  Uma casa tão simples, enriquecida de recordações. Cada divisão, cada objeto me faz recordar um pouco das suas vivências. Pensar que com tão pouco, conseguiram formar gerações.  Fascina-me a ideia de como tudo dantes era tão afastado e as pessoas mais juntas ficavam. Estou na flor da idade e faço parte desta história. Eu fiquei com um pouco deles e eles levaram um pouco de mim. Tudo parece estar tão relacionado.  Eu tenho o meu feitio inseguro, desorientado no que toca a opinião das pessoas em relação a mim, com vontade de amar, mas sem saber exatamente co…

Catarina e o Mundo ' Setembro 2015

Já vamos a meio de Outubro e só hoje me apeteceu falar de Setembro. Este mês trouxe algumas mudanças na minha vida.  No final do mês de Agosto a pessoa que me ensinou o que é o verdadeiro amor, o que é gostar realmente de alguém, a colocar a vontade dos outros a frente da minha, faleceu. A minha querida avó. O melhor exemplo, a pessoa que quando for grande quero ser como ela, com todos os seus valores e princípios.  Normalmente para reagir a algo, o meu primeiro passo é entrar em modo pi, não consigo pensar, não consigo sentir. Apenas respiro. Até que dei por mim a chorar sem controlar apenas a ter uma conversa normal. Tenho amigos e familiares fantástico que não me deixaram sozinha e foi o melhor que podiam ter feito. Aquela ideia que os amigos são para as ocasiões, é mesmo verdade.  O meu aniversário aproximava-se mesmo no inicio do mês. Sabia que não queria uma festa, não tinha condições para isso. Foram dias que eu não sabia nada da vida basicamente. Dei por mim uma tarde inteira…

Como me sinto ...

Quero escrever, juro que quero, mas ando com uma crise de pensamentos. Antigamente o meu cérebro antes de adormecer fazia planos bem delineados para a vida em geral do dia seguinte. Paixões, amores, olhares ao passar nos corredores da escola, conversas e discussões. Frases estruturadas que depois não era usadas. Agora chego ao final do dia e penso na hora do despertador que tenho que colocar para o dia seguinte.  É como se essa criatividade de viver no imaginário desaparecesse.  As coisas não têm sido fáceis. Dou por mim numa aula a desenhar por a professora tocar num tema familiar que para mim me faz refletir e não estar atenta ao que ela diz e no fim colocar os auscultadores nos ouvidos e apenas andar. Espalhar pensamentos, sem pensar, sem criar diálogos ou monólogos programados. Continuo a viver, a sorrir, a rir-me das piadas que os meus amigos fazem com toda a sinceridade, mas ao final do dia, quando estou sozinha volto a parte da realidade um pouco mais dura e fico em modo pi, p…

O Principezinho

" As pessoas crescidas gostam de números. Quando lhes falam de um amigo novo, nunca perguntam nada de especial. Nunca perguntam: 'Como é a voz dele? O que é que ele gosta mais de brincar? Faz colecção de borboletas?' Em vez disso perguntam: ' Que idade tem? Quantos irmãos tem? Quanto é que pesa? Quanto é que ganha o pai dele?' Só então julgam ficar a saber quem é o vosso amigo." (Capituloo IV)
"- Amar uma flor de que só há um exemplar em milhões e milhões de estrelas basta para uma pessoa se sentir feliz quando olhar para o céu. Porque pensa: 'Ali está ela, algures lá no alto...' Mas se a ovelha comer a flor, para  essa pessoa é como se as estrelas apagassem todas de repente! " (...) (Capitulo VII) 
"- Duas ou três lagarta terei mesmo de suportar para ficar a conhecer as borboletas. Dizem que são tão bonitas! " (...) (Capitulo IX) 
" A Terra não é um planeta qualquer. Tem cento e onze reis (contando, claro está, como os reis …

Catarina e o Mundo ' Verão 2015

Hoje decidi parar. Organizar tudo o que aconteceu, tudo o que fiz. Esta brincadeira da Catarina e o mundo era para ser todos os meses, mas este verão senti que não tinha tempo para usufruir da memória.  No inicio do Verão meti na cabeça que tinha de arranjar um part-time para juntar algum dinheiro de parte para tirar a carta. Perdi o meu orgulho à palavra não e corri praticamente toda a minha cidade a pedir emprego. Comecei a ficar frustrada por não estar a conseguir nada e até me dei ao trabalho de fazer um currículo com as minhas habilitações que consistiam em ter feito alguns voluntariado e ter o secundário feito. Na altura fiquei mesmo triste por as pessoas acharem que não era capaz. Dia após dia fui desistindo da ideia. Nesse ultimo dia, lembro-me de ter ido sozinha inscrever-me numa pizzaria/pastelaria. Foi o primeiro sitio que as empregadas não olharam para mim com cara de quem eu lhes ia tirar o lugar. O certo é que continuei com a minha vida e quando eu já nem me lembrava de…

Apenas orgulhosa.

Passei um fim de semana complicado, sem saber exactamente o que estava a sentir. Percebi que compreendo melhor o estado de espírito dos outros que o meu. Não sei se estou bem, mal, sei que me encontro sem conseguir controlar o que vou viver. É demasiada informação sem resposta. Gosto de ter as coisas planeadas e a minha vida está tudo menos organizada. Tenho por habito tirar conclusões do que as minhas semanas fora do normal me proporcionam e o que tenho pensado é na forma estranha com que reajo as coisas. Enquanto cá estamos devemos viver realmente, espalhar amor, deixarmo-nos de hipocrisias e falas mansas. De bilhetes pelas costas ou falta de preocupação pelos outros. Este fim de semana percebi que ao estar naquele hospital eu não queria o meu estar mas sim o das pessoas que estavam ali comigo. Percebi que quando alguém morre pensamos na falta que ela nos vai trazer e não no que pude aproveitar com ela enquanto ela cá esteve. Eu não sei o que vai acontecer a minha avó. No meio dist…