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Sim ou não?

Tenho dado por mim a pensar nas exigências que faço as pessoas sem elas se aperceberem.
Dizem que sou demasiado amável, sei dizer sim. Muitas vezes sim. Quando considero as pessoas importantes para mim, especiais, minhas amigas, eu vou dizer que sim ao
que elas pedem, eu vou por a vontade delas à frente da minha.
Mal sabem elas que quando sou eu a pedir alguma coisa e as pessoas me dizem não, eu vou levar aquele não a peito, porque vou-me lembrar que se fosse ao contrário, eu diria que sim.
Apesar de compreender, faz-me imensa confusão as pessoas que põem as vontades delas a frente de tudo e de todos. Demasiado inocente, demasiado menina sensível? Sim sou.
Criam-se aqui três problemas. Primeiro, as pessoas sabem que têm de mim o que querem, podem usar-me. O que me leva ao segundo, a minha vez de perguntar sim ou não, se a pessoa responder algumas vezes com um não, eu vou caracterizar a pessoa com fenótipo menos bom aos meus olhos, que me dirige ao terceiro problema, na próxima vez eu vou ficar de pé atrás. Podes doer-me por dentro, mas vou dizer não na vez seguinte.
Por ser assim, por vezes, dou por mim a exigir das pessoas coisas que nem lhes pedi com palavras. Fico a espera que tenham determinada atitude e não têm porque nem imaginam o que a minha massa cinzenta pensa.
Se eu digo não sabendo que estava ao meu alcance poder dizer sim, eu não me vou sentir bem com a minha consciência.

"Escolhe entre sim e não para a felicidade"

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