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Ideias pré-concebidas.


Não, não e não. Tenho dificuldade em entender muitas ocorrências na minha vida. E a uns tempos tenho medo de escrever sobre certos assuntos que me incomodam porque não tenho uma opinião bem formada sobre eles.
Tenho vindo a pensar que desistimos uns dos outros muito facilmente. Todos nós.
Desistimos das pessoas quando passamos pouco tempo com elas, ou desistimos de as tentar conhecer. Porque, na minha opinião, já vimos educados pela sociedade, que “o que tiver que acontecer, será” e “o destino está traçado e se ainda não o conheci, é porque não deve ser importante” ou até “se já não me fala, é porque nunca me deu grande importância”. E já agora, todos somos o sol e os outros giram a nossa volta.
São ideias pré-concebidas que parecendo que não nos afetam nos dias de hoje, fazem com que não nos agarremos com força as ações e aos relacionamentos. São frases muito práticas que nos desculpam de todas as cobardias que temos. E assim sentimos que somos rochas frágeis, muito coitadinhas, à espera de uma meteorização sentimental, que nos possa fazer deslizar no transporte e nos deixe sedimentar no paraíso da realidade.
Tudo tretas. 

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