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Bullying


Não sei muito bem por onde começar. Reflecti muito sobre isto esta semana. Não sei que palavras vou usar. Enquanto vivi a minha vidinha esta semana ocupada com os meus trabalhos e testes, este país discutiu o Bullying. As noticias fizeram-se chegar nos pequenos tempos que parei na cozinha para fazer o meu jantar. Vi uma quantidade de videos de pessoas no youtube abordar este tema. A contar que já fizeram ou que já foram vitimas. Eu a ouvi-los, comecei a refletir se já alguma vez me tinha sentido assim. 
A situação mais próxima que vive deste Bullying que se fala agora, foi quando estava no 9º ano, uma rapariga veio ter comigo, perguntar-me porque que tinha falado mal dela, eu na minha inocência dizia que não o fiz, e la deu-me uma chapada e começou a rir-se para os amigos. Entretanto percebi que ela o tinha feito a mais gente, e só veio ter comigo porque um dos amigos dela, não ia com a minha cara nem eu com a dele. Nesse dia, comecei a chorar perto da sala que ia ter aulas a seguir. As minhas amigas encontraram-lhe, avisaram a professora. Eu com medo dizia que não queria fazer queixa. A professora quase me obrigou e a rapariga acabou a limpar as casas de banho da escola, e se passar por ela na rua hoje já não a reconheço. Posso dizer que naquele dia não tive alternativa, as pessoas ajudaram-me sem eu pedir, tudo se resolveu. Compreendo perfeitamente quando alguém tem medo de fazer queixa, mas hoje percebo que se naquela altura, aquela rapariga se achou superior a mim, há sempre alguém superior a ela que a conseguiu colocar no lugar. 
Mas nada de mais aconteceu. Há momentos que nos sentimos mal com nós mesmos e isso dá espaço a pessoas perceberem e querer-te fazer sentir pior, só para se acharem um pouco melhores. Sempre fui pequenina, miudinha com um andar estranho. Cheia de defeitos das pontas dos pés as pontas dos cabelos. Com um nariz grande e uma pernas largas e uma testa longa. Senti gozo das pessoas enquanto não me aceitava. As pessoas comentar com maldade ou não, sempre o vão fazer porque têm boca para falar e a atenção sobre elas é importante. A partir do momento que me aceitei, as pessoas deixaram de ter margem de me provocar e eu sentir-me mal com isso. Catarina és tão pequena. Baixas-te o olhar para ter atenção sobre isso. Reconheci-te pelo teu andar. Andas atento, já eu não faço ideia de como andas. Esse dedo é torto. É meu e eu gosto dele. Pequenas respostas que fazem as pessoas perceber que me aceito por isso não precisam de me criticar, porque antes de elas reparem eu já sabia que era assim. O que é isso que tens aí no braço. É uma cicatriz, fui apenas operada. Os momentos que me senti mal fizeram-me crescer, gostar mais de mim, mostrar as pessoas e principalmente a mim mesma que contudo, sou capaz de atingir os meus objetivos tão bem ou melhor que eles que ficaram para trás.
A verdade que te posso deixar que podes superar, crescer, ignorar, mudar de companhias, mudar de atitude, falar com alguém, as pessoas que te fazem sentir mal vão cair sozinhas por estarem interessados na tua vida e não da deles.



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